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Minicurso: LÍNGUAS PORTUGUESAS: DIVERSIDADE DE VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E SOCIOLINGUAGEM PARA O ENSINO EM ANGOLA

Gabriel Ambrósio – Mestrando, UFMS

Andre Rezende Benatti – Doutor, UFMS

O presente texto tem como objetivo é refletir a variação linguística e a diversidade sociolinguística angolana em termos de léxico, semântica e sintaxe observados em Luanda. De forma breve, refletiremos questões da diversidade de variação linguística e sociolinguagem no contexto da educação angolana, evidenciando o reconhecimento de professores da língua portuguesa e visando aplicar novos métodos na prática em sala de aula. Estabelecemos perspectivas de intercâmbios linguísticos, relacionando-as com as experiências profissionais ligadas ao ensino da língua portuguesa, partindo do uso cotidiano dessa língua, no contexto de uso, analisando com métodos interdisciplinares, entre a sociolinguística e a análise de discurso. Para a produção temos como suporte teórico de Angola Ndombele e Timbane (2020), e de Brasil Coan e Freitag (2010), Lima(2020), Oliveira,(2020), Araujo,Viana e Pereira(2020), Bagno(2013). Reconhecendo a variante entre a comunidade luso-falante, pede-se aos professores novas posturas e novos métodos de ensino, pensando os contextos socioculturais dos usuários. Todavia, algumas comunidades angolanas falantes do idioma, têm no português a sua segunda língua e são influenciadas pelas línguas africanas. Assim, urge a necessidade de formação dos professores para o ensino da língua portuguesa em Angola, como desafio de interculturalidade, demandando aperfeiçoamento com conhecimentos aplicados à sociolinguística. A pesquisa é de abordagem qualitativa e olhar empírico sob etnografia na experiência vivida em Luanda, no cotidiano dos falantes da língua portuguesa.